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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Poema pro Mundo


Olhar o mundo
como se visto de uma estrela
(o passado espia o futuro):
um pequeno ponto em movimento num infinito em movimento -
como fosse uma bailarina no fundo do mar.
Olhar o mundo
como se visto da plateia:
no silêncio do espaço ecoa a voz de La Negra:
"cambia, todo cambia
cambia, todo cambia..."
enquanto elas giram - elas: a Terra, La Negra, a bailarina.
Olhar o mundo
como se visto de um satélite:
porção água,
porção nuvem,
porção terra.
Azul, branca, multicor
flutua.


Olhar o mundo
como visto num sonho
(o de dentro espia o de fora):
nada falta. Sua beleza está completa
e a gente vendo
como quem nunca viu
um mapa:
o mundo
como veio ao
mundo: nu
em sangue, vérnix, silêncio e
nenhuma,
nenhuma ínfima
fronteira.

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