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domingo, 4 de setembro de 2011

Ista Não Exista, Seu Edgar! ou Brincando de Ser Vianna, Dona Ana!

É trabalho datado, seu Abelardo! Datardo, datado, matado, morrido, morto! Luta de classe-asse-asse? Passe pra cá, classe-asse não existe! Existe alpiste, chiste, chilique, viste, seu Edgar! Que mais-valia, dona Maria! Mais-valia já ia, já era, já foi! O que há é boi, é cavalo, é trote! Que esse tal de Carlos Marques é mais é coisa do passado, seu Abelardo! Passardo, passado, mal-passado, matado, morrido, morto! Mal-passado, comido, fodido, engolido, mastigado na barriga de C1, C2 e C3, seu Edgar!
E esse tal de Viana, dona Ana! Esse tal de Viana é pessedista, passadista, otimista, marxista-ista, comunista-ista, artista-ista! Ista não exista, não exista mais, não insista, seu Edgar! Agora é ipsilone, telefone, interfone, multifone, polifone, não tem mais ista, não insista, não exista, dona Maria, dona Ana, nesse tal de Viana! Agora é só mesmo pesquisa acadêmica, endêmica, polêmica, anêmica para eternizar a contribuição da múmia, é calúnia, dona Petúnia! É superado, finito, bonito, datado, matado, morrido, morto!
Luta-uta, puta-uta, bruta-uta de classe-asse? É anacrônico, cônico, biônico, biotônico fontoura que engorda e faz crescer – biotônico pra dar fome, já que matar a fome-ome do home-ome ninguém pode, ninguém-blém, belém-blém-blém nunca-mais-fico-de-bem!
Coração, seu Adão, rasga nada! O que rasga é nota de cem, meu bem, de vintém de quem tem! Luta de classe-asse? Classe-asse-asse é coisa do passado-ado, um achado-ado perdido-ido, podido-ido, fodido-ido! Não exista, não insista em ista, seu Edgar! Que acabar! Tá começando, tá começando, seu Edgar! Agora é pós-moderno, é moderno, paterno, terno passado, caderno, outono-inverno, o inferno, seu Edgar! É o inferno, seu Edgar! Que acabar, seu Edgar! Que acabaaaar, pô, seu Edgaaaaaaar!

Em junho de 2011, depois de ler a peça A Mais Valia Vai Acabar, Seu Edgar!, de Oduvaldo Vianna Filho.


Um comentário:

  1. Vai acabar, Isa, acaba e recomeça. Acaba e continua. Acaba, Isa, acaba.

    Adorei seu texto! Deu vontade de fazer uma leitura cênica pra ele. Mesmo. Beijão! Sue blog tá delicioso!

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